Terapia de casal, como isso funciona?
- Leonardo Del Paggio
- 9 de fev.
- 2 min de leitura
A terapia de casal é uma modalidade de atendimento clínico voltada para ajudar parceiros a compreenderem e transformarem padrões de interação que geram sofrimento na relação. Mais do que resolver conflitos pontuais, esse processo terapêutico busca promover diálogo, fortalecimento do vínculo afetivo e maior compreensão mútua, favorecendo relações mais saudáveis e satisfatórias.
Um dos principais benefícios da terapia de casal é a melhoria da comunicação. Muitos conflitos se mantêm não apenas pelo conteúdo das discordâncias, mas pela forma como os parceiros se comunicam. A terapia oferece um espaço mediado por um profissional qualificado, no qual o casal pode aprender a expressar necessidades, sentimentos e limites de maneira mais clara e respeitosa, reduzindo padrões de crítica, defensividade e afastamento emocional.
Ao longo do processo terapêutico, os parceiros passam a reconhecer como suas histórias pessoais, expectativas e formas de lidar com emoções influenciam a dinâmica do relacionamento. Essa compreensão favorece maior tolerância, aceitação e colaboração diante de conflitos inevitáveis da vida a dois.
Casais frequentemente buscam terapia em momentos de distanciamento afetivo, crises de confiança ou desgaste da relação. O trabalho clínico possibilita a reconstrução da conexão emocional, auxiliando o casal a retomar sentimentos de proximidade, segurança e parceria.
A redução de conflitos conjugais está associada à diminuição de sintomas de estresse, ansiedade e sofrimento emocional, reforçando a importância do cuidado com a relação como parte da promoção da saúde mental (Christensen et al., 2004). Assim, investir na terapia de casal não significa apenas “salvar a relação”, mas também cuidar da saúde emocional de cada indivíduo.
Abordagens baseadas em evidências, como a Terapia Comportamental Integrativa de Casais (IBCT), têm demonstrado resultados consistentes na melhoria da satisfação conjugal e na manutenção dos ganhos terapêuticos ao longo do tempo (Christensen et al., 2010). A IBCT parte do princípio de que dificuldades nos relacionamentos não se mantêm apenas por déficits de habilidades, mas também por padrões rígidos de interação emocional e pela dificuldade de aceitação das diferenças individuais entre os parceiros (Christensen et al., 2004). Ao integrar estratégias de mudança comportamental e aceitação emocional, essas intervenções oferecem ao casal ferramentas práticas e duradouras para lidar com desafios atuais e futuros.



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